Quem já ocupou esta cadeira
Palavras de quem fechou um programa
Mensagens enviadas por participantes do Semente de Praça, do Nó por Desatar e do Saída Negociada, publicadas do jeito que chegaram.
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Seis mensagens, seis pontos de partida
Entrei no Semente de Praça achando que ia treinar projeção de voz e postura de palco. O exercício, porém, era repetir em voz alta o argumento do colega antes de responder. Nas apresentações do trabalho parei de discutir com a versão inventada por mim da opinião contrária.
Douglas M.
Analista de dados · Palmas — TO
O começo do Nó por Desatar foi desconfortável: o caderno de teses escancara os atalhos de raciocínio que a gente usa sem notar. Agora encontro dois ou três deles nas minhas próprias propostas antes de enviá-las à diretoria.
Henrique F.
Coordenadora de compras · Santa Luzia — MG
Cheguei pensando nas minhas aulas do ensino médio, e não em disputa. O que levei foi o costume de separar dado de opinião quando um aluno me questiona. Escutar as gravações revelou quantas vezes eu cortava a fala de alguém sem perceber.
Caio T.
produtor musical · Uberlândia — MG
Meu setor fez o Saída Negociada em grupo pequeno. O que mais rendeu foram as duas ocasiões em que a facilitadora sentou nas nossas reuniões de rotina e depois comentou o que tinha observado. Nem tudo o que ela apontou foi agradável de ouvir.
Patrícia C.
Supervisora de qualidade · Bauru — SP
Lido no papel, o molde de argumento parece elementar; na primeira resposta ele trava. Foi assim que percebi que meu ponto central só chegava no fim, com a equipe já dispersa. Poucos encontros para um ajuste pequeno, que uso toda semana.
Regina L.
Enfermeiro-chefe · Criciúma — SC
O Nó por Desatar cobra estudo entre um encontro e o seguinte. A análise escrita das gravações é minuciosa e mostra os trechos frouxos sem suavizar. Quem procura elogio vai achar o retorno duro; quem quer saber onde o argumento cede está no lugar certo.
Márcio G.
Doutoranda em Sociologia · Joinville — SC
As mensagens desta página foram enviadas espontaneamente por quem concluiu um programa e aparecem apenas com a inicial do sobrenome, conforme cada pessoa pediu. Cada relato conta um percurso particular: o que se leva de uma turma depende do ponto de partida, da presença nos encontros e do estudo feito entre eles.
Três percursos contados inteiros
O ponto de partida
Engenheiro civil que travava ao justificar decisões técnicas para as áreas de negócio. A apresentação se alongava e a recomendação só surgia quando a sala já tinha se dispersado.
O trajeto aqui dentro
Semente de Praça e, na sequência imediata, Nó por Desatar — cerca de cinco meses somando os dois, sem intervalo entre uma turma e outra.
O que ficou diferente
A recomendação virou o começo da fala, ainda nos dois primeiros minutos. Diante das perguntas da diretoria, a resposta encurtou e ficou menos defensiva, com pedido de esclarecimento sempre que a pergunta chega confusa.
Ouvir a gravação da minha primeira rodada ao lado de uma reunião recente dá vergonha — da boa. A diferença toda está na ordem em que eu ponho as coisas.
O ponto de partida
Empresa de porte médio cujas reuniões de diretoria estouravam o tempo previsto e terminavam sem decisão anotada. A discordância não era dita na hora e reaparecia semanas depois, virada em atrito entre setores.
O trajeto aqui dentro
Saída Negociada para um time formado por pessoas de setores diferentes: as 9 sessões previstas e mais duas reuniões de rotina acompanhadas dentro da própria empresa.
O que ficou diferente
Toda reunião passou a ter alguém responsável por conduzir, pauta enxuta e decisão escrita antes de encerrar. A divergência virou posição declarada na mesa, o que permitiu tratá-la ali mesmo.
A devolutiva das reuniões acompanhadas nomeou vícios nossos que ninguém tinha coragem de dizer em voz alta. Incomodou no dia e ajudou no mês seguinte.
O ponto de partida
Doutoranda que não conseguia sustentar as escolhas de método da própria pesquisa diante da banca. Cada pergunta crítica do orientador parecia ataque, e a resposta saía defensiva.
O trajeto aqui dentro
Nó por Desatar: quatro meses de encontros em fins de semana, com atenção especial ao trecho sobre conceder um ponto sem abandonar a linha central.
O que ficou diferente
A qualificação transcorreu com mais firmeza nas perguntas duras. Ficou mais fácil distinguir a crítica que atinge o método daquela que apenas repete a objeção anterior com outras palavras.
O caderno cansa de tanto detalhe. Ainda assim, foi estudar a análise das teses em que eu ia mal que me preparou para o dia da banca.
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Em que este trabalho se apoia
Moldes de argumento redigidos na casa
Conjunto de armações escrito pela própria equipe para quem está estreando, em uso nas turmas de entrada desde 2020.
Condução por quem pratica
Formação em filosofia, comunicação e retórica, com anos de participação em torneios e mesas de disputa regrada.
Grupos dentro de instituições de ensino
Turmas conduzidas junto a programas de pós-graduação e a projetos de extensão universitária em Goiânia — GO.
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